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:: Segunda-feira, Março 30, 2009 ::
Qual é a sua?
Primeiro, Dunga assumiu a Seleção Brasileira e não convocou Ronaldinho. Foi criticado. Agora, Dunga está no comando da Seleção há algum tempo e sempre convoca Ronaldinho. É criticado. Mas o querem que seja feito com o craque dentuço? Há dois anos ele era imprescindível para a Seleção e agora já não é mais, ao que parece. Quem defende sua ausência na lista de convocação afirma que Ronaldinho nada apresenta no Milan e lá pouco joga. Não tem lugar na Seleção. Mas quem terá lugar na atual Seleção Brasileira? Mineiro, Josué, Júlio Baptista e Elano? Então deixem-me entender. Ronaldinho não tem mais nada a apresentar no futebol e deve dar adeus à sua carreira na Seleção. Desculpem-me os críticos, abraçados às estatísticas que dizem que Ronaldinho pouco joga no Milan e deve ficar apenas pela Europa, mas um craque desse quilate jamais deve ficar fora da Seleção Brasileira. Pouco importa se quase não joga no Milan, se está em busca da forma que o consagrou há quatro anos. O garoto que pede ao pai para ir ao estádio assistir à Seleção Brasileira vai na esperança de ver um Ronaldinho que fundou uma grife própria. Tem em seu repertório dribles, jogadas geniais e chutes certeiros que encantam e deixam queixos caídos mundo afora. Quem já fez o que Ronaldinho fez jamais esquecerá. Está ali, guardado em algum lugar. Basta ajudá-lo a recuperar a magia que fazia com que um drible fosse envolto por um pó mágico como nas fábulas infantis. Porque ele nasceu com um dom de jogar futebol. E, convenhamos, isso é algo cada vez mais raro hoje em dia. Portanto, bato aqui o martelo. Ronaldinho na Seleção Brasileira agora e sempre. Reservo-me no direito de acreditar que ainda posso me encantar com suas jogadas.
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:: PEDRO HENRIQUE TORRE 23:58 ::
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Maturidade
Júlio César apareceu há 12 anos no Flamengo, numa partida contra o Palmeiras, ainda pela Copa do Brasil. Com cara de molecão, esguio, deu provas de que seria um grande goleiro um dia. Três anos depois, deixou o veterano Clemer no banco de reservas e assumiu de vez a condição de titular do Flamengo. O primeiro passo para a maturidade. Mas como um bom e genuíno brasileiro, Júlio se deixava levar pelas emoções vividas com a camisa 1 do Rubro-Negro. Vitória emocionante do Flamengo, choro na saída de campo. Derrota humilhante, novas lágrimas pelo rosto no caminho até o vestiário. Xingamento da arquibancada e maré contra dentro de campo, Júlio César era bem capaz de, num ato de loucura, sair driblando meio time adversário e arrancar palmas da torcida rubro-negra. Mas escancarava, ainda, sua falta de maturidade. Em 2004, aproveitou a brecha dada pelo descanso de Dida e brilhou na decisão de pênaltis na Copa América, contra a Argentina, e trilhou ali seu caminho. No ano seguinte, rumou para a poderosa Inter de Milão. Lá, suou até barrar o respeitado Toldo. E conseguiu. Após a Copa de 2006, batalhou até tirar de Doni, então preferido de Dunga, a camisa 1 da Seleção Brasileira. Conseguiu e com exibições espetaculares como a diante do Equador, ontem conseguiu convencer até o mais severo dos críticos que a camisa 1 da amarelinha pertence a ele. Sem sombra de dúvidas. Sem espanto. Júlio César hoje está entre os grandes goleiros do mundo. Poderá marcar época na Seleção como já fez no Flamengo. Aos 29 anos, o goleiro, enfim, atingiu a maturidade necessária para colocá-lo no olimpo do futebol.
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:: PEDRO HENRIQUE TORRE 01:52 ::
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:: Sábado, Março 28, 2009 ::
Imagine você...
...chega ao final de um ano totalmente desacreditado. De repente, você está desempregado. Ninguém mais parece acreditar em você e parece ser mesmo o fim da linha. Dois meses se passam, especulações vêm e vão. Você está realmente empregado novamente. Seu equipamento de trabalho volta a ter a atenção de outros anos e todos acham que você é mesmo capaz de dar conta do recado novamente. Então, vem o primeiro teste. Você passsa com louvor. Logo em seguida, é a vez do teste de verdade. Seus nervos ainda aguentam. Tudo acontece como antes, a emoção, a sensação de estar de novo sob os holofotes. Em pouco mais de dois meses, você voltou a sentir a alegria que sempre foi a razão de sua vida. Como um garoto. Alegre, descontraído, você olha para trás. E agradece aos céus por esse momento. Não conseguiu imaginar ninguém que se encaixe nessa descrição? Pois veja com atenção a trajetória de Rubens Barrichello até a estreia na F-1 nesse ano.
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:: PEDRO HENRIQUE TORRE 22:12 ::
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:: Quinta-feira, Março 26, 2009 ::
Até onde vai o Big Brother
Adriano chega ao Rio, faz festa em sua casa e leva outros jogadores da Seleção Brasileira. E daí? O próprio Imperador tem razão ao dizer que o dinheiro é seu, a casa é sua e o dia era de folga. Não há nada de interessante nisso. Ao menos para pessoas sérias. Porque o Big Brother das celebridades são notícia em todo mundo. Celebridades, está escrito na última frase. Pois é. No Brasil, jogador de futebol da Seleção Brasileira é celebridade. E ponto final. Não podem ir à padaria, comprar um jornal, conhecer belas mulheres e tudo vira manchete. Mais até do que gols, belas jogadas e declarações interessantes. Robinho está com uma loiraça, Ronaldo vai ser pai novamente, Adriano terminou seu casamento com fulana. São escândalos produzidos que nem deveriam vir à tona por se tratar da vida pessoal dos atletas. O que todos eles fazem fora de campo não interessa a mim, a você, ao leitor do jornal, ao site especializado em esportes. Cabe única e exclusivamente aos próprios craques. No ritmo em que o interesse pela vida alheia no futebol anda, provavelmente na Copa de 2014, no Brasil, falaremos mais sobre a família dos jogadores, as festas que acontecem em todo o país do que a escalação do time, a possibilidade de mais um título mundial. É mesmo de se perguntar até onde vai o limite desse Big Brother.
Crédito da foto: Agência O Globo
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:: PEDRO HENRIQUE TORRE 11:32 ::
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:: Terça-feira, Março 24, 2009 ::
Virtual e mimado
Que Pelé (ou Edson) é especialista em se embaralhar com as palavras, não chega a ser novidade. Mas duvido que a declaração que o Rei do Futebol tenha dado sobre polêmicas no futebol, o camisa 10 mais famoso de todos os tempos tenha tentado constranger Robinho ao associá-lo à palavra droga. Mas não houve jeito. No posto de maior emburradinho do futebol mundial, Robinho apareceu, chiou e exige uma retratação de Pelé. De maneira arrogante, o Rei do Drible volta a se portar como se fosse o rei do mundo. Robinho não ganhou e dificilmente chegará perto de ganhar o que Pelé conquistou em toda sua vida. Nem mesmo perto de seus contemporâneos, Ronaldinho e Kaká, o atacante do Manchester City se aproximou. Mas continua se portando como se fosse o melhor do mundo atualmente, com os plebeus do mundo da bola a seus pés. Fez birra para sair do Santos, usou a mesma estratégia mimada para deixar o Real Madrid e parar no portentoso Manchester City, onde sua carreira estagnou. Mas chega de helicóptero nos treinamentos da Seleção Brasileira, é paparicado por fãs e mídia, ainda que demonstre um comportamento de um menininho mimado. É a mania de Robinho de estar com o rei na barriga. Ou no caso de Pelé, de ameaçar o Rei. O Atleta do Século já soube pela imprensa do dedo na cara que Robinho lhe impôs: ou se retrata publicamente ou seus advogados irão procurá-lo. Robinho parece ter esquecido os tempos em que era menos do que um Neymar nas categorias de base do Santos e, ainda assim, era paparicado pelo Rei. O caso poderia ser resolvido com discrição e não com ameaças públicas e constrangedoras. Robinho parece mesmo a jamais se concretizar no grande jogador que sempre prometeu. Hoje, é apenas um craque virtual. E mimado.
Crédito da foto: Fernando Maia/Agência O Globo
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:: PEDRO HENRIQUE TORRE 22:44 ::
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:: Segunda-feira, Março 23, 2009 ::
Sem rumo
Assistir ao Flamengo hoje, não só em campo, dá dó. É o retrato de um clube que poderia estar nadando em milhões de reais e títulos, rindo de orelha a orelha. Mas sucumbe a cada dia que passa. Jogadores mais experientes do elenco se portam como autênticos sócios-proprietários da marca Flamengo. E fazem com ela o que bem entendem em campo e contribuem para o seu escandaloso desgaste. Inoperantes, sem a mínima vontade, o Flamengo, hoje, está anos-luz daquele modelo dos anos 80 que conserva a auto-estima da maioria dos rubro-negros de hoje. Mas é preciso cair na realidade. O Rubro-Negro de hoje é um clube retrô, que vive do passado e não tem rumo algum. Salários atrasados, dívida monstruosa, jogadores supervalorizados no contrato de trabalho, torcida cada vez mais desesperada e com o orgulho ferido a cada vexame. Certamente quem riscou os primeiros esboços da história vencedora do Flamengo não imaginava capítulos tão vexatórios como os de Santo André, em 2004, América (MEX), em 2008, e Resende, em 2009. São apenas exemplos em campo do pântano de infelicidades em que se atolou o Mais Querido do Brasil. Ao seu lado, o Flamengo já teve exemplos em Corinthians e Vasco da degradação de uma marca considerada inatingível em tempos anteriores. Por isso, é hora da faxina na Gávea. Enxugar a folha salarial, contar apenas com a manutenção na Primeira Divisão em 2010 e, aí sim, elaborar um novo plano para tentar retomar as grandes conquistas do passado em médio prazo. Porque enquanto for refém de camisas 3, 2, 7 e tantas outras, o time estará a perigo. Sem rumo, como se encontra atualmente. É aguardar para ver.
Crédito da foto: Alexandre Cassiano/Agência O Globo
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:: PEDRO HENRIQUE TORRE 18:09 ::
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:: Quarta-feira, Março 18, 2009 ::
Há de se reconhecer
Você pode não gostar de Rubens Barrichello. Também não sou um de seus fãs e defensores entusiastas. Mas há de se reconhecer a vontade do piloto brasileiro de permanecer na função mais gosta: piloto de F-1. Pode-se questionar a falta de sorte de Rubinho, a sua má administração de responsabilidades e subserviência dos tempos de Ferrari. Mas não há como negar que é elogiável todo o seu empenho em tentar correr pelo por mais uma temporada na F-1 e não parar absolutamente por baixo. Essa paixão demonstrada por Rubinho por carros é a que tantos cobramos aqui no Brasil pelos jogadores de futebol. Eles não querem mais saber de bola, já conquistaram todo o dinheiro e fama suficientes, perderam a empolgação que um dia, quando garotos, tiveram com o esporte. Certamente virão os que argumentam que Barrichello permanece na luta porque financeiramente ainda é muito rentável ser um piloto de F-1. Mas não acredito. Primeiro porque ao longo da carreira o brasileiro já somou valor necessário para bancar ao menos duas gerações de sua família. Segundo porque em suas entrevistas após ser confirmado como um dos pilotos da recém-nascida Brawn GP ficaram bem claros seu orgulho e sua empolgação de poder testar carros, participar de treinos e corridas e sentir a sensação de fazer parte do circo novamente. Há uma satisfação sincera em Rubens Barrichello. Por enquanto, a empolgação leva até os carros da Brawn GP a surpreender nos testes. Que continue assim ao longo da temporada. Num mundo formado por pilotos frios como icebergs, um pouco de emoção e vontade de permanecer fazendo o que mais gosta deve ser levado em conta.
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:: PEDRO HENRIQUE TORRE 23:56 ::
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:: Domingo, Março 15, 2009 ::
Devagar com o andor
A carência de ídolos no futebol brasileiro fica latente a cada revelação que surja nos gramados. Neymar, de 17 anos, é badalado pela mídia especializada e pelo próprio clube desde os 13 anos. Assinou contrato duradouro, recebia salário de gente grande quando ainda estava nas categorias de base. O garoto deveria, de qualquer maneira, se tornar um ídolo, um novo Robinho. Ou quem sabe um Pelé. Pois foi exatamente a comparação com o Rei que chamou a atenção. Contra o Mogi Mirim, Neymar marcou o primeiro gol da carreira profissional. Feliz, deu um soco no ar à la Pelé. Foi o bastante para um exaltado locutor que transmitia o jogo brada: "Neymaaaaaaaar, um gol que já pode ter sido histórico!!". Histórico por que, cara-pálida?! Com exceção do próprio Rei do Futebol, talvez nenhum outro craque dos gramados tenha tido o primeiro gol pelos profissionais narrado como histórico. Ou você acredita que o o locutor da partida entre Vasco x Nova Venécia em 85 gritou: "Romááááááário! Um primeiro gol que pode ter sido históóóóórico pelos mil que ele ainda irá marcar!". Eu também acho que não. A sede de transformar o garoto em novo craque da bola pode ser perigosa para o próprio Neymar. Com apenas 17 anos e três partidas como profissional, o atacante já tem a obrigação de dar show em campo, sempre. Sem tempo para amadurecer, rapaz. O mundo da bola gira, os euros virão atrás e sustentarão o Santos por mais algum tempo. Neymar tem muito talento, mostra que poderá, sim, um dia ser chamado de diferenciado. Mas terá de fazer muito até lá. Devagar com o andor.
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:: PEDRO HENRIQUE TORRE 23:18 ::
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:: Sábado, Março 14, 2009 ::
Fora da realidade
A proposta tinha ares de piada. Mas não. É séria. E quem a fez parece não ter o menor conhecimento da estrutura do futebol brasileiro. Cadastrar torcedores para que possam entrar no estádio como formar de combater e identificar marginais que transformam partidas em espetáculos de sangue não resolverá nada. Simplesmente cairá no imaginário popular como uma medida sem função. É o mesmo que retirar o sofá da sala para resolver o problema da falta de espaço. O que se faz necessário, e o próprio ministro do esporte Orlando Silva Júnior tem consciência, são medidas eficazes da polícia e, principalmente, do Poder Judiciário para pôr fim às babáries dos estádios de futebol. Um "torcedor" se envolveu em confusão? Deve pagar por isso na cadeia, como um criminoso que é. Não será pedindo que pessoas de bem provem não ter nenhuma ficha na polícia que se resolverá a selvageria do futebol brasileiro. Cara crachá na entrada dos estádios tem cara de piada de mau gosto. E, na verdade, é.
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:: PEDRO HENRIQUE TORRE 22:26 ::
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:: Quinta-feira, Março 12, 2009 ::
Chance para o mestre
Difícil entender o significado de Carlos Alberto Parreira para a maior parte do povo brasileiro. Alguns gostam, outros desgostam. Mas o mundo do futebol o respeita. Sabem como é capacitado aquele sujeito de cara sisuda e que em 1994 dividiu com Romário o peso de um país nas costas. E voltou vitorioso, com a taça na mão. Na Copa de 2006, Parreira chegou junto com a Seleção Brasileira com status de favorito absoluto na competição. Fracassou, com atacantes fora do peso, cobertura de celebridades. E perderam um poco do respeito por Parreira. Até de ultrapassado o técnico do tetra foi chamado. Calado, curou as feridas e os desmandos que foi obrigado a aceitar na Alemanha. Foi para a África do Sul em busca de um projeto que o deixasse realizado. Mas um problema de saúde da esposa o fez retornar ao país. Ainda que respeitado dentro dos corredores da bola, recebeu convites. E recusou todos. Esperava a chance certa para voltar no colo de quem sempre amou e quem o retribuiu com carinho. Veio a chance em seu Tricolor do coração. Parreira abraçou. Estreou com uma vitória morna sobre o Volta Redonda. Mas Parreira terá tempo. Terá peças nas mãos para realizar um bom trabalho. Terá carinho para voltar a readquirir o mais alto grau de respeito. Uma chance para o mestre chamado Carlos Alberto Parreira.
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:: PEDRO HENRIQUE TORRE 00:16 ::
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:: Segunda-feira, Março 09, 2009 ::
Illuminatus
Alguns acreditam, outros não. Fato é que de acordo com várias teorias conspiratórias (ou verdadeiras, como quiser), os Illuminati eram uma congregação que reunia as mentes mais brilhantes de uma época. Aqueles que traziam a luz. Os Illuminatis, em latim, significa os iluminados. Galileu Galilei, diz a lenda, era um illuminatus. Benjamin Franklin também. Após mais uma ressureição das cinzas, Ronaldo certamente ganhou uma cadeira cativa na sala dos Illuminati. Desacreditado, chamado de gordo, com mais uma operação no joelho. Não, ele não aguentaria. Mas Ronaldo, o R9, voltou. Não foi um simples retorno. Ao subir para cabecear a bola nas costas de Marcão aos 47 minutos do segundo tempo, Ronaldo, por mais peso que ainda tenha, parecia flutuar. E fez o mundo da bola prender o fôlego. Parecia, de verdade, um illuminatus. Aquele que é iluminado. Bola dentro da rede depois de mais de um ano, corrida desenfreada, subida no alambrado e êxtase na arquibancada. Pela enésima vez, disseram na Itália, Ronaldo está de volta. Em mais uma surpresa, Ronaldo está de volta. Como sempre, Ronaldo desafia o lógico. Enfim, um lugar na galeria dos imortais. Illuminatus Ronaldo.
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:: PEDRO HENRIQUE TORRE 20:28 ::
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